No Estadão:
BOGOTÁ - Depois de mais de seis horas de debate, o presidente Álvaro Uribe e centenas de indígenas encerraram o domingo, 2, o diálogo sem chegar a um acordo para acabar com as marchas e protestos dos nativos. Os índios, que protagonizaram enfrentamentos com a política e fecharam uma importante rodovia nas últimas semanas, exigem a realização de uma reforma agrária, o respeito aos seus territórios e aos costumes de seus ancestrais e o fim da violência contra o grupo.
Na reunião, foram discutidas as questões de direitos humanos, sobre o assassinato de vários indígenas, e sobretudo a doação de terras para o grupo. O presidente afirmou que representantes do governo continuarão as discussões. As caminhadas e manifestações começaram há três semanas e desencadearam enfrentamentos com a força pública, deixando ao menos três indígenas mortos e feriu gravemente vários policiais.
Os indígenas acusaram a polícia de disparar e provocar a morte das vítimas no protesto, mas o governo - baseando se em informes forenses - assegurou que as duas mortes foram provocadas pela explosão de artefatos artesanais como as usadas pelas guerrilhas de esquerda. As autoridades denunciaram ainda rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam infiltrados nos protestos, versão negada pelos manifestantes, que afirmaram que o governo tenta os acusar de terrorismo.
Uribe rechaçou a possibilidade de retirar a força pública das terras indígenas, por considerar que "na Colômbia não podem haver territórios vetados para as Forças Armadas". Apesar da falta de acordos concretos, as partes aceitaram a instalação de mesas de diálogo para tratar de temas pontuais do protesto e de buscar respectivas soluções.
A Colômbia, que tem cerca de 44 milhões de habitantes, tem 85 etnias com pelo menos um milhão de indígenas, de acordo com as Nações Unidas (ONU). O grupo enfrenta o perigo de extinção como conseqüência do conflito interno que a mais de 4 décadas atinge o país e já fez milhares de vítimas
Comento:
Repararam a pauta de reividicações dos indígenas? Doação de terras e retirada da força pública de "suas" terras. Como se vê, o movimento indigenista-globalista está bombando! A diferença é que cada país tem o governo que merece... Enquanto aqui o Apedeuta doa uma França para meia dúzia de sílvicolas, na Colômbia Uribe fala duro e não cede aos selvagens. Parabéns, Uribe. Como diria Aluizio Amorim: FOGO NOS BOTOCUDOS!
segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Obama pode aproximar Brasil e EUA, diz Mangabeira Unger
No Estadão:
SÃO PAULO - O ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, evita falar sobre suas preferências em relação à disputa pela Casa Branca. Porém, não esconde a admiração que tem pelo ex-aluno de Harvard, o candidato democrata Barack Obama e diz que uma vitória dos democratas pode abrir grandes perspectivas nas relações entre os dois países, inclusive no setor de biocombustíveis.
Independente do candidato que vencer na terça-feira, Mangabeira ressalta que, por conta da crise, os EUA estão passando por um momento de mudança e a eleição tende a acelerá-la. "Imagino que poderemos tentar inaugurar uma série de iniciativas que nos uniriam a serviço de um objetivo generoso, que é a ampliação das oportunidades econômicas e educativas em todas essas áreas, inclusive nos agrocombustíveis".
Comento:
Sei. "Evita falar sobre suas preferência" é bom. E que história é essa que abrirão perspectivas nas relações entre os dois países? Ainda mais no setor de biocombustíveis! Todo mundo sabe que Obama quer taxar o etanol brasileiro e aumentar o protecionismo tarifário aos produtos importados, tanto que em seu plano de governo (há um!) está previsto a suspensão das conversações com a Colômbia sobre um tratado de livre comércio entre os dois países. Bom, economicamente, para o Brasil seria McCain. O resto é conversa mole harvardiana.
SÃO PAULO - O ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, evita falar sobre suas preferências em relação à disputa pela Casa Branca. Porém, não esconde a admiração que tem pelo ex-aluno de Harvard, o candidato democrata Barack Obama e diz que uma vitória dos democratas pode abrir grandes perspectivas nas relações entre os dois países, inclusive no setor de biocombustíveis.
Independente do candidato que vencer na terça-feira, Mangabeira ressalta que, por conta da crise, os EUA estão passando por um momento de mudança e a eleição tende a acelerá-la. "Imagino que poderemos tentar inaugurar uma série de iniciativas que nos uniriam a serviço de um objetivo generoso, que é a ampliação das oportunidades econômicas e educativas em todas essas áreas, inclusive nos agrocombustíveis".
Comento:
Sei. "Evita falar sobre suas preferência" é bom. E que história é essa que abrirão perspectivas nas relações entre os dois países? Ainda mais no setor de biocombustíveis! Todo mundo sabe que Obama quer taxar o etanol brasileiro e aumentar o protecionismo tarifário aos produtos importados, tanto que em seu plano de governo (há um!) está previsto a suspensão das conversações com a Colômbia sobre um tratado de livre comércio entre os dois países. Bom, economicamente, para o Brasil seria McCain. O resto é conversa mole harvardiana.
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