segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Uribe não chega a acordo com indígenas para fim de protestos

No Estadão:

BOGOTÁ - Depois de mais de seis horas de debate, o presidente Álvaro Uribe e centenas de indígenas encerraram o domingo, 2, o diálogo sem chegar a um acordo para acabar com as marchas e protestos dos nativos. Os índios, que protagonizaram enfrentamentos com a política e fecharam uma importante rodovia nas últimas semanas, exigem a realização de uma reforma agrária, o respeito aos seus territórios e aos costumes de seus ancestrais e o fim da violência contra o grupo.
Na reunião, foram discutidas as questões de direitos humanos, sobre o assassinato de vários indígenas, e sobretudo a doação de terras para o grupo. O presidente afirmou que representantes do governo continuarão as discussões. As caminhadas e manifestações começaram há três semanas e desencadearam enfrentamentos com a força pública, deixando ao menos três indígenas mortos e feriu gravemente vários policiais.
Os indígenas acusaram a polícia de disparar e provocar a morte das vítimas no protesto, mas o governo - baseando se em informes forenses - assegurou que as duas mortes foram provocadas pela explosão de artefatos artesanais como as usadas pelas guerrilhas de esquerda. As autoridades denunciaram ainda rebeldes das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) estariam infiltrados nos protestos, versão negada pelos manifestantes, que afirmaram que o governo tenta os acusar de terrorismo.
Uribe rechaçou a possibilidade de retirar a força pública das terras indígenas, por considerar que "na Colômbia não podem haver territórios vetados para as Forças Armadas". Apesar da falta de acordos concretos, as partes aceitaram a instalação de mesas de diálogo para tratar de temas pontuais do protesto e de buscar respectivas soluções.
A Colômbia, que tem cerca de 44 milhões de habitantes, tem 85 etnias com pelo menos um milhão de indígenas, de acordo com as Nações Unidas (ONU). O grupo enfrenta o perigo de extinção como conseqüência do conflito interno que a mais de 4 décadas atinge o país e já fez milhares de vítimas

Comento:

Repararam a pauta de reividicações dos indígenas? Doação de terras e retirada da força pública de "suas" terras. Como se vê, o movimento indigenista-globalista está bombando! A diferença é que cada país tem o governo que merece... Enquanto aqui o Apedeuta doa uma França para meia dúzia de sílvicolas, na Colômbia Uribe fala duro e não cede aos selvagens. Parabéns, Uribe. Como diria Aluizio Amorim: FOGO NOS BOTOCUDOS!

Obama pode aproximar Brasil e EUA, diz Mangabeira Unger

No Estadão:

SÃO PAULO - O ministro de Assuntos Estratégicos do governo Lula, Roberto Mangabeira Unger, evita falar sobre suas preferências em relação à disputa pela Casa Branca. Porém, não esconde a admiração que tem pelo ex-aluno de Harvard, o candidato democrata Barack Obama e diz que uma vitória dos democratas pode abrir grandes perspectivas nas relações entre os dois países, inclusive no setor de biocombustíveis.
Independente do candidato que vencer na terça-feira, Mangabeira ressalta que, por conta da crise, os EUA estão passando por um momento de mudança e a eleição tende a acelerá-la. "Imagino que poderemos tentar inaugurar uma série de iniciativas que nos uniriam a serviço de um objetivo generoso, que é a ampliação das oportunidades econômicas e educativas em todas essas áreas, inclusive nos agrocombustíveis".

Comento:

Sei. "Evita falar sobre suas preferência" é bom. E que história é essa que abrirão perspectivas nas relações entre os dois países? Ainda mais no setor de biocombustíveis! Todo mundo sabe que Obama quer taxar o etanol brasileiro e aumentar o protecionismo tarifário aos produtos importados, tanto que em seu plano de governo (há um!) está previsto a suspensão das conversações com a Colômbia sobre um tratado de livre comércio entre os dois países. Bom, economicamente, para o Brasil seria McCain. O resto é conversa mole harvardiana.

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

O Enterro do Neoliberalismo

Por Felix Maier, no Mídia Sem Máscara:

“É fantástico o país mais liberal do mundo ter de estatizar. É o enterro do neoliberalismo de uma maneira trágica”.

A fala acima foi feita por Maria da Conceição Tavares, no dia 10/9/2008, um dia antes do 7º aniversário da derrubada das Torres Gêmeas de Nova York. Trata-se da mesma Maria da Conceição, a antiga musa do Plano Cruzado, de 1986, que chorou no dia em que Sarney prometeu o Sétimo Céu a todos os brasileiros, promovendo o congelamento de preços. Como se sabe, aquele plano demagógico deu com os burros n’água, mas antes elegeu 23 governadores do PMDB.


Na verdade, Maria da Conceição Tavares está promovendo seu foguetório particular para espezinhar o capitalismo, pois é ardorosamente adepta do socialismo. Assim, explica-se sua invulgar alegria frente aos problemas econômicos enfrentados pelos EUA, da mesma forma que o ex-frei Leonardo Boff sentiu alegria pela derrubada das torres do WTC, dizendo que não deveriam ter sido 3, mas 500 os aviões a atingir a América. Maria da Conceição poderia muito bem dividir o troféu de idiota do ano com o ex-ministro da Fazenda, Luiz Carlos Bresser Pereira, que falou a mesma asnice.

O orgasmo verbal tavaresco da estatólatra se deu depois que o governo dos EUA prometeu injetar 200 bilhões de dólares nas empresas Fannie Mae e Freddie Mac, para evitar a falência. Uma ninharia, se comparado aos trilhões de dólares gastos com a Guerra do Iraque.

O mesmo prognóstico, do fim do capitalismo liberal, já havia sido feito pelos economistas marxistas “desenvolvimentistas” após o crash da Bolsa de Nova York, em 1929. O que se viu foi os EUA renascer do baque sofrido, de modo que ao fim da II Guerra Mundial haviam se tornado o país mais poderoso de todos os tempos, detentor único da bomba atômica e responsável por 50% do PIB mundial.

Aliás, nunca existiu liberalismo ou neoliberalismo puro em nenhum país do mundo, nem mesmo nos EUA do tempo dos 4 pais fundadores. Sempre existiu e sempre existirá interferência governamental na Economia, para o bem ou para o mal, seja para criar leis normativas, de modo a evitar abusos, seja para auxiliar empresas numa emergência, de modo que a economia nacional não seja corrompida pelo efeito dominó de falências que daí poderia resultar. Aliás, ser governo é antes de tudo exercer o poder, o máximo de poder possível, e qualquer político, por mais liberal que seja, deixa de sê-lo imediatamente quando é convidado para a pasta da Economia. Instantaneamente, torna-se um estatólatra e um escravo do Leviatã.

Que o diga Roberto Campos, inicialmente um convicto keynesiano em defesa do dirigismo estatal, tanto do Plano de Metas de Juscelino, quanto do Plano Nacional de Desenvolvimento dos militares.

Mas isso foi na juventude, na “idade da gonorréia”, como costumava dizer. Depois, na idade madura, tornou-se ardoroso discípulo do economista austríaco Friedrich August von Hayek, um dos mestres do liberalismo clássico, e se bateu contra os monopólios estatais brasileiros, como o sistema de Telecomunicações e a Petrobras, a quem chamava de “Petrossauro”.

Sobre o capitalismo e o socialismo, disse Roberto Campos, o Bob Fields das esquerdas:

“O princípio axiológico do capitalismo é que o homem é dono de seu corpo e do produto de suas faculdades e só pode ser privado do produto dessas faculdades por consenso, contrato, ou pela aceitação de tributos sujeitos ao crivo da representação democrática. Já o socialismo parte do princípio de que o homem é proprietário de seu corpo, mas não é proprietário do uso de suas faculdades. Esse produto pode — e deve — ser redistribuído segundo determinados critérios ideológicos e políticos para alcançar algo definido como justiça social… O resultado é que não se otimiza o esforço produtivo. Toda a tragédia do socialismo é, no fundo, a sub-otimização do esforço produtivo” (Cfr. livro “Conversas com Economistas Brasileiros”).

A História provou que os países socialistas, baseados no dirigismo estatal e na falta de liberdade individual, só promoveram a miséria e a fome, a exemplo da Rússia de Stálin, da China de Mao Tsé-Tung, do Camboja de Pol Pot e Cuba de Fidel Castro. A China, hoje, está se desenvolvendo rapidamente em algumas áreas do país porque está adotando o “espírito animal” que promove o desenvolvimento de qualquer nação, ou seja, o velho e bom capitalismo. Até o Vietnã, que como a China se diz ainda comunista, cresce espetacularmente por estar levando a liberdade econômica a todas as áreas, no campo e na cidade, de modo que é hoje o 3º ou 4º maior produtor de café do mundo.

Os EUA podem, sim, vir a se tornar uma economia estatizada no futuro, em maior grau do que já é hoje, segundo crêem pitonisas estridentes como Maria da Conceição Tavares. No entanto, já foi provado pela História que todas as nações desenvolvidas da atualidade tiveram suas atividades econômicas alicerçadas no espírito liberal, ou seja, baseadas no livre empreendedorismo, na imprensa livre, na liberdade de opinião, na liberdade religiosa, no respeito à propriedade e no culto às leis.

O espírito liberal deve ser levado a sério não como algo que “vai” ser alcançado, mas que “pode” ser alcançado. É como o projeto de santidade promovido pelas igrejas: o ser humano sabe que nunca chegará a ser santo, mas nem por isso vai deixar de tentar em sê-lo. O espírito liberal é, assim, um norte, um guia para o desenvolvimento pleno de todos os cidadãos de uma nação, para a “maxi-otimização do esforço produtivo”, não sua “sub-otimização”, própria do socialismo. Este espírito liberal, sim, é eterno, como eterna é a busca da felicidade de todo o ser humano livre. Porque é, antes de tudo, “livre” o significado da palavra liberal.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Amazônia x Liberdade

por Armando Soares, no Alerta em Rede:

O governo brasileiro insiste em impor para a Amazônia um modelo escravagista criado pela Comunidade Européia, que proíbe, ou no mínimo, dificulta o funcionamento normal de toda a atividade econômica, atingindo a liberdade e o direito dos amazônidas de buscarem qualidade de vida via desenvolvimento econômico, diferentemente do que acontece com europeus, asiáticos e americanos do norte.

Quando uma região rica como Amazônia é entregue a um ministério contaminado de ONGs estrangeiras fisiológicas e de militantes de uma esquerda com viés soviético, o resultado é a criação, entre outras aberrações, de uma milícia ambiental equipada com metralhadoras e outras armas mortíferas, tudo para intimidar produtores de alimentos e trabalhadores, equipamentos que não possui a nossa “pobre” polícia civil, que teria o dever de garantir a integridade das pessoas assaltadas diariamente em centros urbanos amazônicos, mas infelizmente entregues a própria sorte; uma cidadania que no atual governo e Constituição, construída com raiva e contrária a quem produz, impõe deveres e obrigações e ignora o direito, visto que nossas instituições não funcionam principalmente o Poder Judiciário, com a velocidade necessária para coibir as ações deletérias de um Estado usado para esmagar a cidadania e castrar a liberdade, ação disfarçada com um discurso de democracia, mentiroso e cínico.

O autoritarismo no Brasil é parte de sua história, e está sendo substituído pelo totalitarismo disfarçado em democracia, que difere daquele na medida em que põe sob controle da máquina do Estado todos os campos da conduta humana. As escolas, a universidades, salvo raras exceções, estão sendo usadas para moldar os espíritos e uma forma rígida, e não para desenvolver as faculdades críticas. A mídia e meios semelhantes estão sendo usados para doutrinar, e não para informar, como é o caso da realidade ambiental, social e econômica da Amazônia. O controle de uma determinada autoridade governamental sobre o indivíduo dedicado às atividades produtivas é facilitado pelo controles impostos pela máquina governamental, enquanto os bandidos, os narcotraficantes e os baderneiros invasores de propriedades fazem o que querem e ditam regras de comportamento ao governo e políticos.

Os meios rápidos da comunicação e transportes modernos capacitam o governo a suprimir qualquer núcleo de descontentamento de cidadãos pacíficos ou oposição (ação policial ou via restrições ambientai, financeiras e econômicas) antes que se propague. Vastos recursos originários de tributos arrecadados no seio do setor produtivo e agora de doações do tipo Noruega, possibilitam o emprego de maior número de agentes para espionar os cidadãos e células produtivas, a semelhança do que aconteceu no nazismo.

Estamos vivenciando na Amazônia uma experiência sui generis a respeito da marcha do homem. No Sul/Sudeste essa marcha está levando essas regiões, apesar do governo, a um futuro brilhante, enquanto a Amazônia está sendo conduzida ao obscurantismo. As vias têm diferentes nomes. No caso da Amazônia o nome é ambientalismo mesclado com um socialismo retrógrado que vem impondo à região ações policialescas, com metralhadoras, helicópteros e outras armas letais. Não pensem os produtores do Sul/Sudeste que o adiamento por um ano a entrada em vigor de partes negociadas do decreto que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais (Decreto 6.514/2008), vai resolver ou evitar uma crise no campo sem precedentes, isto porque, segundo no consta, Carlos Minc do meio ambiente policial, adiou de seis meses para um ano o prazo para a recomposição das áreas de proteção permanente, o que significa que depois de transcorrido o prazo, toda a atividade agrícola montada nos 20% da reserva legal, terão que ser substituídas por florestas primitivas. As lideranças do Sul/Sudeste, política e economicamente fortes, já deviam ter apreendido que questão dessa natureza quando tratadas ou negociadas com radicais xiitas o tom deve ser vigoroso, contundente, envolvendo o interesse do setor brasileiro como um todo, não de forma isolada, não apenas o interesse de uma determinada região. Onde está contida a Amazônia nos entendimentos das lideranças do Sul/Sudeste com o governo, submetida a um engessamento territorial criminoso (80% de reserva legal, mais entorno, mais reserva indígenas e reservas de toda a natureza)? Este é o momento da base econômica produtiva que sustenta o governo, tudo indica sentar numa mesa de negociação e impor suas condições (condição de sobrevivência) e não capitular, negociando o que interessa ao todo do universo brasileiro da agropecuária. Enquanto o produtor e empresário brasileiro se curvar as imposições governamentais que restringem a liberdade econômica e impõem um ônus insuportável aos produtores; enquanto não se tiver a coragem de enfrentar o governo com vigor e sem medo, a iniciativa privada e a propriedade privada correrão risco e poderão desaparecer no tempo.

Agora, vem a Noruega ao Brasil, a convite do MMA, para doar um bilhão de dólares para manter a floresta amazônica intocável, e, conseqüentemente, por em prática a estratégia de domínio territorial amazônico pelos europeus. Atrás da Noruega, com certeza, virão outros países europeus, ação que somada a criação de reservas indígenas estrategicamente criadas em cima de riquezas minerais, consolida o projeto europeu de domínio da Amazônia. A pergunta que se segue a essa espúria ação de domínio territorial amazônico é: qual será o destino de todo o dinheiro doado pela Noruega e outros países europeus? É para o desenvolvimento da Amazônia ou para criar uma grande força policial para manter a Amazônia intocável para o uso dos europeus?

Há hora para tudo, sabemos todos. Essa é a hora de mostrar ao Brasil e ao mundo a força do agronegócio e de não mais permitir que seu comando fique em mãos de inimigos da liberdade econômica, da propriedade privada e da livre iniciativa.



Economista e Diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará
asoares37@yahoo.com.br

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Alucinação e farsa

Por Nivaldo Cordeiro:

caro leitor que me tem acompanhado sabe que, nos últimos artigos, tenho argumentado sobre o estado de alucinação em que se encontra a política – e por decorrência a Administração Pública – no Brasil. Vimos que autores como Ortega y Gasset e Voegelin têm a resposta teórica aos problemas existenciais que estamos a viver. De fato, a situação brasileira atual não é original, ela se repete como outras inúmeras dos últimos dois séculos. Onde alguma forma de socialismo foi implantada a alucinação tomou o lugar da realidade, como na ex-URSS e na Alemanha de Hitler, para ficarmos apenas nesses casos mais emblemáticos.



Essencialmente podemos dizer que no Brasil também temos que registrar a rebelião das massas, vista e estudada por Ortega, e também a situação de alienação política, relatada por Voegelin. Uma situação sonambúlica tomou conta do nosso país, de sorte que toda a classe dirigente move-se dentro de um “como se assim fosse”, uma irrealidade substituta do real. Um exemplo bastante acabado dessa situação está nas análises e nas propostas para o enfrentamento da questão educacional.



É correto dizer que existe um elemento de ligação entre a má remuneração do professorado das escolas públicas e a qualidade de ensino? Sim, mas esta questão esconde outras, muito mais graves e de solução muito mais difícil. Quando um líder político propõe, de pronto, uma elevação geral dos salários dos professores sem aprofundar o diagnóstico está na verdade produzindo uma falsa solução, que deveria vir por último, e não por primeiro, como medida saneadora da situação do ensino público.



A primeira causa da má qualidade do ensino está na má qualidade dos professores, algo acaciano. Os alunos não podem ser responsabilizados pela falta, seja de vocação, seja de treinamento e mesmo de qualificação de seus mestres. Mais das vezes vemos faltar até mestres das cadeiras relativas às ciências exatas, de sorte que a imprensa tem noticiado a esdrúxula situação de alunos diplomados no ensino médio sem ter tido a devida carga horária de matemática, biologia, física e química.



A indigência intelectual de parte considerável do professorado não pode ser negligenciada, pois o fato contribui para a perpetuação da situação. Aliado ao regime de servidor público dos professores tem-se a construção de uma estabilidade no emprego incompatível com os interesses dos alunos. Tenha vocação ou não, tenha competência ou não, o professor da rede pública continua no seu posto até a morte natural ou a aposentadoria. Ora, sem uma porta de saída para os incompetentes a elevação dos salários apenas irá contribuir para a perpetuação da situação indesejada. Então a discussão precisa começar sobre aquilo que compete ao Estado fazer: se produzir os meios para que alunos carentes possam ter boas escolas ou se administrar uma gigantesca corporação de ofício, cheia de vícios, e um vasto patrimônio que são as edificações mobiliadas que servem de escolas. Deve o Estado privilegiar o que é meio ou o que é fim?



Pareceria muito mais racional privatizar esse vasto patrimônio e, na esteira, mudar o regime de assalariamento da massa de professores, eliminando a indesejável estabilidade no emprego que retém funcionários públicos tornados professores. Aqui teríamos, de uma tacada só, a maximização da eficiência econômica e a eliminação dos falsos mestres, os pobremente vocacionados ou mal treinados para a função, e sua substituição por gente talentosa. Em troca, o Estado proveria para as futuras escolas privatizadas vouchers para os alunos carentes, em princípio toda população que hoje constitui a clientela do ensino público. Bem sabemos que aqueles que podem atualmente não matriculam seus filhos nas escolas públicas de ensino médio e fundamental.



Outra medida preliminar da maior importância é criar uma estrutura de treinamento e reciclagem dos professores, de modo a mudar o foco que se tem hoje. E qual é este? A priorização da militância política em detrimento da formação para a maturidade intelectual, que enseja a ampliação dos horizontes dos professores. Praticamente todo o professorado hoje se tornou massa de manobra política de sindicalistas e militantes revolucionários, transformando-se no vetor de transmissão da doença revolucionária. O compromisso dos professores deixou de ser a educação para ser o adestramento para uma insólita “transformação” social. São formadores de militantes.



Uma educação humanista de profundidade é o antídoto necessário para esse nefasto viés revolucionário que hoje o professorado carrega. O amadurecimento intelectual dos mestres ensejaria uma imediata melhoria da relação ensino/aprendizado. A porta de saída aberta com a mudança no regime jurídico de contratação dos professores produziria um verdadeiro milagre educacional.



O que podemos concluir é que as idéias políticas alucinadas, de viés socialista, só podem produzir soluções farsescas para a questão educacional. Elevar o salário dessa massa de funcionários públicos tornados professores significa meramente o reforço do status quo. Qualquer observador honesto da situação educacional brasileira sabe disso. A proposta é uma pura farsa porque ajuda a fechar a porta de saída daqueles que carecem da verdadeira vocação pedagógica. Como está hoje ser professor é um mero esperar de uma aposentadoria integral. O preço que se paga por isso é o sacrifício da educação da juventude, a quem se nega um ensino adequado, de qualidade.

Tempo de resistência

Por Nivaldo Cordeiro:

Existir é resistir . O que a revista Veja registrou em sua última edição, em matéria de escutas telefônicas envolvendo os poderes Legislativo e Judiciário, ao arrepio de todas as leis, é gravíssimo. Sintoma de que está em vigência um Estado policial, completamente fora do controle no Brasil.



Existir é resistir. Quando os limites da moralidade pública chegam nesse nível de baixeza não é apenas a existência das instituições que corre perigo. A das pessoas também. Foi assim em toda a parte e não podemos nos esquecer da clássica história da Alemanha nazista, em que um bando de celerados decididos destruiu a ordem democrática desde dentro. Não trouxeram apenas a guerra, vieram os fornos crematórios, o Mal Lógico praticado em total inteireza.



Existir é resistir. Não sei o que fará o corajoso e íntegro Gilmar Mendes, presidente do STF, e nem o que aquela Corte que preside decidirá. Se ficar barato, na demissão de alguns tantos bagrinhos dedicados à espia dos titulares das instituições, então não haverá resistência alguma ao arbítrio e os celerados tomarão conta de tudo nessa infeliz República. Não pode ser aceita a tese de que esses gatos pingados fizeram o que fizeram sem uma ordem direta, desde cima. Não se pode também fechar os olhos para a realidade de que se praticam essas ilegalidades em larga escala, desde que Lula assumiu o poder. Pode-se até se aceitar que o presidente da República não deu a ordem, mas algum ministro haverá de ter dado. Nenhum bagrinho na espia teria o que fazer com a gravação das conversas das autoridades que não passá-las ao chefe, prenhe de propósitos inconfessos.



Existir é resistir. É tempo de dar um basta, de dizer “Não!” ao arbítrio que nos ameaça. Sem uma trava histórica digna do desafio haverá a rendição da ordem instituída e os celerados bandoleiros darão os passos seguintes da sua previsível caminhada. E a resistência terá que ser feita por aqueles a quem a História incumbiu de fazê-la: as próprias autoridades espiadas, que estão fora do poder Executivo, que executou as escutas. Nem a Gilmar Mendes e nem a Garibaldi Alves e nem aos seus pares poderá ser dado o crédito da omissão. Omissão aqui é débito com todos os brasileiros. Não resistir é suicidar-se.



Eu sinto que pessoas íntegras como Gilmar Mendes resistirão, mas poderão ficar sozinhas. As instituições que representam estão fragilizadas, sem apoio popular. O STF, por exemplo, não pode ser considerado um guardião das leis quando estas mudam a cada minuto. A nossa (des)ordem legal é mutante, cambiante. A sanha legiferante tem sido usada para deformar o sistema jurídico, que não mais protege a propriedade privada, algumas liberdades pessoais (veja-se a tal Lei Seca, a plena invasão do foro íntimo de decisão), a privacidade, que já gravam até as conversas do presidente do STF.



Até a soberania nacional está sendo erodida por decretos do Executivo, como pudemos ver com a demarcação contínua de vastas reservas indígenas na zona de fronteira, verdadeiros enclaves doados sem consulta aos brasileiros, alienando a herança das futuras gerações. Não tenho registro de algum povo que tenha alienado seu território sem nenhuma ameaça externa. Nem a frágil Geórgia diante da Grande Rússia encolheu-se. Perdeu, mas lutou.



Resistir é condição de existir. A covardia e a omissão não protegerão ninguém em particular, mas custarão caro no plano coletivo. O desafio de lutar pela liberdade e pela democracia está novamente posto aos brasileiros. Haverão de resistir?

Desarmamento: Olha eles de novo

Por Peter Hoff:

O título de uma matéria assinada por Jailton de Carvalho e publicada na página 15 do jornal O Globo, de 22/08/2008, é: Nova campanha de desarmamento é lançada pela União. O primeiro fato a chamar a atenção do leitor é que, enquanto nos “bons tempos” este assunto teria direito a chamada de capa – incluindo uma foto do Ministro da Justiça, com uma arma na mão, olhando-a com ar de desprezo – , agora a matéria é relegada a um espaço de 6x20 centímetros, escondido no pé da página 15. Tudo indica que o jornal O Globo, escaldado com o certeiro ponta-pé que levou na região glútea, por ocasião do Referendo de 23/10/2005, resolveu não se expor, nem se envolver nesse assunto.

Vamos analisar, em detalhe, o conteúdo da matéria e as opiniões do Ministro da Justiça:

O Ministro da Justiça, Tarso Genro, lançou ontem a nova campanha do desarmamento orçada em R$46 milhões. Nossas polícias, tanto a Militar quanto a Civil ou a Federal, de modo geral sofrem com a crônica falta de verbas para treinamento e reequipamento. Não faria mais sentido usar esse dinheiro em atividades que resultem em melhora dos serviços de segurança ao cidadão, em vez de ficar fazendo pirotecnia eleitoreira?

Com a iniciativa, o governo espera recolher ou incentivar o registro de mais de 300 mil armas de fogo. Primeiro, é preciso separar as coisas: para registrar sua arma, o cidadão paga; para entregá-la, recebe (ou deveria receber) uma determinada quantia em dinheiro. O registro de uma arma não resulta em ônus, e sim em receita para o Estado. Desta forma, todo o desembolso ficará por conta das armas que forem entregues. Vamos assumir que 85% dos que entregarem suas armas receberão R$100, e 15%, R$300. Isso resultará em um desembolso médio ponderado por parte do governo de R$130 por arma recolhida. Como a verba destinada é de R$40 Milhões (mais R$6 Milhões para divulgação), conclui-se que o doutor Tarso tem como meta recolher 308 mil armas, de 21 agosto até 31/12/2008.

O próprio governo informa que, durante a Campanha do Desarmamento que durou 22 meses – com direito ao que chamei de Caravana Rolidei do Desarmamento, apoio maciço das Organizações Globo, ONGs e Governos estrangeiros – conseguiu recolher 550 mil armas. Alguém acredita que agora, sem a antiga infra-estrutura de apoio e desgastados pela acachapante derrota no referendo, vão conseguir recolher, em quatro meses, o equivalente a 54% das armas recolhidas na primeira campanha que durou quase dois anos?

Essa nova campanha está fadada ao insucesso pelas seguintes razões:

1. O grosso das armas em mãos de cidadãos idosos influenciados pela algaravia apocalíptica do governo e de viúvas assustadas já foi recolhido. Eram, em sua grande maioria, cacos velhos sem nenhuma utilidade como arma. Quem tem uma arma em bom estado e ainda não a entregou não tem nenhum motivo pra fazê-lo agora;

2. A maioria das armas recolhidas era de grandes centros urbanos; restam agora, majoritariamente, armas em áreas rurais. Essas armas são o único instrumento de defesa que o cidadão tem, morando a quilômetros de uma delegacia. Assim, ele não se preocupa com registro – que lhe custará um bom dinheiro – nem, muito menos, vai entregá-la. Alguém que mora em uma cidade longe de um posto de recolhimento necessita ir a uma delegacia de polícia, solicitar uma guia de trânsito, depois pegar um ônibus para ir ao local de entrega. Dependendo do local onde o cidadão more, ele vai gastar mais com passagens do que receberá (receberá?) do governo.

3. A população não confia no governo, porque muita gente, ingênua o suficiente para confiar em promessas, entregou suas armas e não recebeu o pagamento (tenho uma pasta cheia de recortes de cartas de leitores reclamando por não ter recebido o pagamento por sua arma devolvida). Por uma questão de respeito aos cidadãos, o governo deveria dizer quanto pagou de indenização e quantos cidadãos ainda devem receber o prometido.

4. E aqui reside o fato mais sério: recentemente renovei minha carteira de identidade. É inimaginável o grau de detalhes que você deve fornecer sobre sua vida, coisas como estado civil, nome da esposa, endereço, telefone e, pasmem, e-mail! Fica aqui a pergunta que eu e muita gente se faz: o que impede que amanhã outro congresso, prenhe de “brilhantes cabeças pensantes” como o atual, não resolva fazer uma lei obrigando que todas as armas registradas sejam entregues por seus proprietários à polícia? É só cruzar os dados da carteira de identidade com os do registro da arma e eles saberão exatamente quem tem e onde está a arma a ser confiscada. Quem garante, amigo leitor, que esta não é a estratégia do governo por trás dessa balela toda?

5. Segundo o senador Renan Calheiros, que imagino bem informado, existiam no Brasil 20 milhões de armas (eu pessoalmente não acredito nesse número). Vamos assumir que cinco milhões sejam registradas de forma regular. Como foram recolhidas 550 mil, ainda existem 14,5 milhões armas irregulares. Retirar 300 mil, ou seja, 2% delas, vai resolver o problema ou é apenas mais um exercício de ilusionismo governamental?

Para Tarso Genro, a redução das armas em circulação não resolve o problema da segurança pública no país, mas ajuda a conter a violência. Senhor Ministro, o que resolve o problema da segurança pública e ajuda a conter a violência é um eficiente trabalho de inteligência apoiado por um completo banco de dados. Apenas um exemplo: até hoje, o SUS não publicou o relatório anual Intitulado Óbitos por UF de Residência, referentes aos anos 2005, 2006 e 2007. Esse relatório é peça essencial para análise de mortes ocorridas no país. É preciso também que possamos contar com uma polícia bem treinada (segundo o jornal O Globo, policiais do Rio de Janeiro passam até dez anos sem serem treinados ou reciclados), bem paga e bem equipada. Um elemento chave é uma polícia de fronteiras eficiente, com contingente e recursos materiais compatíveis com a tarefa de fiscalizar nossas fronteiras terrestres. Ademais, é preciso falar grosso com o Paraguai e a Bolívia, em especial o primeiro, e dizer-lhes claramente que se eles não tomarem um providência nós vamos tomá-la (já vimos que carinho por essa gente não resolve o problema). Já que o senhor está preocupado com o .38 na mão do cidadão de bem, recomendo-lhe que leia a matéria publicada no Globo de 22/07/08, página 16, onde poderá esclarecer alguns fatos sobre a origem e calibres das armas usadas pelos traficantes cariocas, estas sim o verdadeiro perigo, que tudo leva a crer o senhor, embora Ministro da Justiça, desconhece. Já o exército do companheiro Evo Morales, para retribuir o carinho que o presidente do Brasil dedica ao povo boliviano, tem enviado para os morros cariocas metralhadoras .30, graciosamente decoradas com o brasão boliviano (O Globo, 04/08/08, página 10).

Com menos armas em circulação, a tendência é que os riscos de bala perdida também diminuam, segundo o ministro. Aqui, o ministro bem que se esforçou, mas tudo o que conseguiu produzir foi uma meia verdade. Sim, doutor Tarso, menos armas significam menos balas perdidas. Lamentavelmente, o senhor só esqueceu de dizer que a maioria esmagadora das balas perdidas foram disparadas por armas de calibres exclusivos das forças armadas e das polícias civil e militar (e dos traficantes, naturalmente). Determine que se produza um relatório onde qualquer pessoa morta ou ferida por bala perdida tenha a munição que a atingiu coletada e identificada. O senhor vai então descobrir o que qualquer médico de pronto-socorro ou de Instituto Médico Legal está cansado de saber: que a maioria absoluta das vítimas foi atingida por munição calibre .223, .308, .40 ou 9 milímetros.

Há quatro anos estou fazendo um estudo baseado em notícia de jornais que pretendo publicar em breve. O estudo mostra que, do total de vítimas (só incluindo óbitos, não feridos), aqueles por “balas perdidas” (quando não se pode determinar a origem) representam 5,9% do total das ocorrências, enquanto mortes diretamente relacionadas a conflitos entre a polícia e a marginalidade, resultantes de ferimentos com calibres privativos, são 94,1%.

Portanto, responsabilizar cidadãos de bem por tragédias que têm como origem “bala perdida” é: a) Ludibriar o contribuinte e b) Não querer resolver o problema.

Um país sem heróis

Por Allan Cruz:

Não é preciso ser nenhum expert em História para perceber o desdém com que nós brasileiros tratamos nossas figuras históricas. Ao contrário dos EUA em que se tem total respeito aos Foundig Fathers, ou Pais da Pátria, aqui em nosso país ridicularizamos tudo, até mesmo Dom João VI em que sua vinda consolidou nossa nação e abriu caminho para a independência.

Mas nós somos muitos espertos, os portugueses que não eram, não é verdade? Veja só um país como Portugal pequenino com a Espanha que se tornou em seguida a maior potência do mundo, mesmo após a União Ibérica, levou nosso país a ter um território muito maior.

Tivemos Dom Pedro II, um homem de grande cultura , José Bonifácio, Joaquim Nabuco, aliás quantos brasileiros já ouviram falar de Joaquim Nabuco, ou Partido Abolicionista? Quantos leram sua obra prima, O Abolicionismo? Acho que muito poucos, estávamos mais ocupados em nossas escolas com a doutrinação pseudo-marxista em voga. Não houve tempo para conhecer o Movimento Abolicionista… Hoje os nossos governantes estão mais interessados em que aprendamos História da África, aliás qual África até hoje não sei, afinal é um continente completamente heterogêneo, ao invés da nossa própria História.

Posso estar errado, não sou psicólogo, sou um simples blogueiro, mas para onde é canalizado esta “falta” de heróis? Digo falta de heróis pois, não tivemos sequer o direito de comemorar os 500 anos de nosso país, os bate-paus esquerdistas fizeram inúmeros protestos de forma a desgastar o presidente da época, tudo para chegar ao poder! Tudo pelo poder! Temos que nos envergonhar de tudo, destruir nossa nacionalidade.

Não é esconder nosso passado, mas é ficarmos felizes por muita coisa ter mudado e por termos hoje um país pacífico, com fronteiras definidas e com um futuro e passado em comum. Se formos viver apenas de ressentimentos, vamos nos matar aqui, aliás nenhum país do mundo conseguiria conviver, imagine a Europa, que teve “opressores” Romanos, Francos, Vândalos, invasão Árabe , os Bárbaros e por aí vai… Isso é o que tem ocorrido na África, uma etnia matando a outra por causa do formato diferente do nariz…

Bem fugi do assunto, penso que toda essa necessidade de referências é conduzida para o esporte. Nestas Olimpíadas vimos cenas grotescas. Chegamos ao cúmulo de um atleta pedir desculpas, desculpas pelo que? A mim ele não deve desculpas alguma, pode ficar com a consciência tranqüila, meu amigo.

O Brasil provavelmente está se tornando piada no exterior, nossos atletas choram quando vencem, quando perdem, quando dão entrevistas, enfim, se banalizaram as lágrimas. A televisão já vai entrevistar com aquela expectativa de “emoção” afinal o povo gosta, brasileiro é emotivo… Parece aquele quadro do Faustão em que um artista dá entrevista, se colocam parentes, amigos que perderam contato, até que enfim, o ator chora!! Fantástico, o objetivo foi alcançado.

Sei que lancei um bando de idéias nestes texto, a concisão não é a melhor, mas enquanto não observamos que em nosso passado há grandes figuras em quem se espelhar, ficaremos tristes como se tivéssemos perdido uma guerra, quando levarmos um Gol, ou perdermos um set.

O Brasil não se encerra em quatro linhas, o Brasil é muito maior.

Insatisfação generalizada no Mato Grosso do Sul

Por GPS do Agronegócio:


Os produtores rurais de Mato Grosso do Sul preparam manifestações contra as portarias que demarcaram 1/3 de seu território como reservas indígenas. Em razão da insatisfação generalizada, alguns sindicatos rurais buscam apoio da sociedade para suas mobilizações.

Uma delas está marcada para o próximo dia 27, em Ponta Porã. O Sindicato Rural pretende reunir quatro mil pessoas e mostrar os prejuízos que o Estado terá com as demarcações. No final da concentração, os interessados poderão fazer uso da palavra.

Para Roney Fucks, presidente do Sindicato de Ponta Porã, o problema dessas imensas reservas não é só dos fazendeiros e indígenas, mas de todos. Se as demarcações acontecerem da maneira e nas proporções desejadas pela FUNAI, o Estado ficará inviabilizado, pois o órgão estatal não tem sequer projeto de para as aldeias já existentes, imagina para as novas.

Fucks ainda ressalta que a FUNAI precisa criar projetos para desenvolver e integrar o índio: mecanismos que os levem a viver como todos nós, e os índios, aliás, querem isto. Sem tais condições, virão a depressão, o alcoolismo, a violência nas aldeias.

Um dos pontos do acordo firmado entre a FUNAI e o Estado é o compromisso de garantir o pagamento pelas propriedades tanto pela terra nua quanto pelas benfeitorias. Conforme a Constituição Federal, não há previsão de pagamento pela terra nua.

Por sua vez, o governador André Puccinelli, diz não entender como a FUNAI pôde baixar tais portarias, e pergunta: É justo que os produtores tenham suas terras tomadas, terras adquiridas de boa fé e registradas em cartório? O governo federal não está grilando a terra deles?

Fucks lembra que o Estatuto do Índio prevê a criação de colônias indígenas agrícolas e, inclusive, o governo federal pode comprar terras para esse fim. O governo federal tem ferramentas para fazer isto. Não sei o por que a FUNAI não fazer isto. Vejo interesses escusos de organizações e entidades por trás disto tudo, concluiu

Correa, Lula e a teoria da fraternidade

Por Reinaldo Azevedo:

Sabem por que Lula é assim tão generoso com o seu (não nosso!) “irmão menor”? Porque, no fundo, reconhece como politicamente legítima a ação doidivanas do candidato a ditador do Equador. Ora, claro que o rompante tem natureza eleitoral. Disso todos sabemos: constrangedor é que o presidente brasileiro, em vez de acusar a manobra, censurando que o país seja usado como bode expiatório, reconheça o movimento como normal. Não é.

Outro irmão menor, a Bolívia, já nos tomou a Petrobras, com a ajuda do também “familiar” Hugo Chávez. Fernando Lugo, do Paraguai, vai rasgar o contrato e arrancar do Brasil mais dinheiro pela energia de Itaipu. Todas as vezes em que a Argentina estrilou buscando salvaguardas no comércio bilateral, o Brasil disse “sim”. A família política de Lula é gigantesca. O país é tratado regionalmente como se fosse uma espécie de império — e o nosso imperialismo, originalíssimo, consiste em sempre mostrar o traseiro.

Observem que não houve, do Itamarati ou de Lula, uma só palavra de censura à porra-louquice do equatoriano. Nada! Mais: o Apedeuta trata tudo como se fosse uma mera questão de relações pessoais: “O Correa vai me ligar” — como se isso fosse evidência do seu prestígio... O fato é que Lula e Celso Amorim conduzem uma política externa, nesse e em outros casos, que tem muito pouco a ver com o Brasil e tudo a ver com o petismo e com o próprio Babalorixá. Há um claro empenho em fortalecer as posições de governos autoritários e/ou populistas como os de Chávez, Evo Morales, Correa e Lugo. Não se esqueçam de que estão todos devidamente representados no Foro de São Paulo, liderado pelo Brasil.

Jamais aconteceria, mas pensemos por hipótese: e se o governo americano — ou mesmo colombiano — aplicasse uma medida de força contra alguma empresa brasileira, perseguindo quatro de seus funcionários, ameaçando ainda romper um contrato com o país? A retórica beligerante iria se assanhar na hora, é óbvio. Lula estabeleceu com essas exóticas figuras latino-americanas uma estranha relação: é uma espécie de chefe dos bandoleiros, embora seja constantemente humilhado por eles.

De volta

Após meses de ausência, volto a postar a partir de hoje.

sábado, 31 de maio de 2008

O Revolucionário Conservador

Quarta-feira, 4/7/2001
O revolucionário conservador: um sofisma
Paulo Polzonoff Jr




Ano passado, nas eleições municipais para a prefeitura de Curitiba, ousei dizer que votaria no candidato do PFL. Não por uma ligação com a linha do partido ou por qualquer tipo de interesse financeiro, mas simplesmente porque achava o candidato do PT uma ameba ambulante, um completo incapacitado para gerenciar uma cidade do tamanho de Curitiba. Fui vaiado, xingado, expurgado do convívio dos meus (esta última parte é mentira, mas a expressão dá um belo tom dramático, não?). Por coincidência, neste período entrevistei o auto-intitulado filósofo Olavo de Carvalho, para o jornal em que trabalho. Tinha já travado algumas conversas com Olavo de Carvalho via email, lia seus textos na internet havia pouco tempo e achei que era uma pauta interessante. Para minha maior infelicidade, o PFL usou a entrevista em um de seus jornais de campanha, sem minha autorização (mais tarde vim a saber que não precisavam dela). Novamente: fui vaiado, xingado, expurgado do convívio dos meus.

Um ano antes, em 1998, um grupo de sem-terra havia acampado em frente ao Palácio Iguaçu, sede do governo paranaense. Mandaram-me cobrir a invasão e eu escrevi um dos mais belos textos de minha lavra, na minha nada modesta opinião. Não havia nada de essencialmente jornalístico naquele texto. Tampouco havia uma só gota de ideologia; procurava este romântico cronista contar como estavam acampados os sem-terra, quem eram e como se portavam na presença de um estranho que não se identificava como repórter. Publicado o artigo, a esquerda novamente pegou no meu pé (vaiado, xingado, expurgado do convívio dos meus), simplesmente porque dizia que aqueles seres humanos, em sua patente miséria e em sua quietude na manhã gelada de Curitiba, em nada lembravam os bravos e bárbaros homens que, de foice em riste, desafiavam a polícia em cenas vistas e revistas na televisão.

A esta altura do texto convém explicar que a denominação esquerda e direita há muito tempo vem sendo empregada erradamente. Ou melhor, o termo ao longo de dois séculos, vulgarizou-se a tal modo que perde seu sentido tradicional, oriundo da Revolução Francesa. A saber: durante a Revolução (não sei exatamente em qual período e estou sem tempo para pesquisar. Me desculpem a inexatidão, pois), sentaram-se à mesa de negociação nobres e plebeus. À esquerda ficaram os plebeus, que queriam reformas profundas. À direita ficaram os nobres, que queriam a manutenção de seus ancestrais privilégios. Por algum desvio que eu identifico como religioso, possivelmente relacionado com a figura de Cristo numa mesa, com apóstolos de um lado e de outro, a esquerda ficou sendo sinônimo de pobres e, por conseguinte, bonzinhos ("é mais fácil uma camelo..."); já a direita ficou sendo sinônimo de ricos mauzinhos. É bom explicar, ainda, que entre a esquerda original, por assim dizer, o que menos havia eram pobres. Os plebeus eram, em sua maioria, burgueses sem título.

No século que passou (ainda acho estranho escrever isso, mas), o termo ganhou outra conotação. Esquerda ficou sendo sinônimo de comunista; direta, de capitalista. Santa ignorância, Batman.

Se retomarmos o sentido original dos termos, veremos que eles podem ser traduzidos em sinônimos muito mais eficazes a esta hora da noite: conservadores e reformistas. E, por este aspecto - veja só quanta confusão! - nada mais reformista do que ser conservador.

Sim, porque vivemos num mundo em que é essencial transmutar-se o tempo todo. Hoje eu sou homem, amanhã, só deus sabe. Hoje eu te amo, amanhã te odeio. A manutenção de um status quo, qualquer um, é vista com maus olhos pela sociedade. Não é à toa, por exemplo, que os manuais do bom executivo dizem que você não pode (não pode!, não pode!, não pode!) ficar mais de cinco anos na mesma empresa. Casado por vinte anos? Só se estiver louco. Esta é a era das transformações e você tem de agir segundo sua era, bicho!

E o que a sua era, de contestação inata, lhe diz? Para amar o Caetano Veloso (coisa que você nasce aprendendo), para não ter preconceitos, para transar antes dos 13 anos e para experimentar de tudo entre quatro paredes, para votar no PT, claro, para entrar no movimento estudantil, para jamais aceitar emprego num banco, para ler Sartre, para usar calça rasgada com camiseta rasgada, para escutar rock misturado com música eletrônica comendo um hambúrguer.

Se você chegou até aqui e está espumando de raiva, sugiro que pare e olhe ao seu redor e veja se pelo menos um dos que te cercam não é assim, escrito, lavado e escarrado.

Meu argumento, neste sofisma, é que a direita virou esquerda. Nada mais reformista, revolucionário, prafrentex, do que ser conservador. Escutar Beethoven ou Carmen, de Bizet (como faço agora, por exemplo). Ir a um alfaiate (alguém aí ainda sabe o que é um alfaiate?). Ler A República, de Platão. A Poética, de Aristóteles. Não precisa votar no PFL, não; mas também não precisa sentir esta ojeriza coletiva e burra com relação a nomes como Roberto Campos, por exemplo. Taí uma coisa extremamente revolucionária: saber admirar os opostos. Ler os clássicos. Sentir-se à vontade para não transar, ou só transar com uma (um) parceira. Ser fiel - quer coisa mais revolucionária?! Não precisar gritar Fora FHC! Nem precisar fazer carteirinha da UNE para encher o cu do movimento estudantil de dinheiro. Sair da faculdade e querer um emprego decente. Tomar uísque 12 anos (como o que tomo agora. Old Parr).

Citei os exemplos acima para que se perceba o quanto estas pessoas que se dizem de esquerda são conservadoras em suas atitudes. Todas elas reclamando de uma provável "ditatura branca", não aceitavam que este cronista escrevesse uma linha a respeito de um nome que discordassem de suas idéias. Também não permitiam que se revelasse os sem-terra sem as linhas vermelhas que lhes escondem a vergonha da propaganda maoísta.

O cúmulo de ser revolucionário hoje em dia: permitir-se a pluralidade de idéias. Coisa que ninguém, ninguém mesmo, com uma camiseta do Che Guevara, vestido em saias compridas ou calça boca-de-sino, escutando rock ou Caetano Veloso, com Marx debaixo de um braço, vai conseguir entender jamais. Porque são "direita" demais. Se é que me faço entendido, neste (não tão) humilde (assim) sofisma.

sábado, 24 de maio de 2008

Adios, Marulanda

O ministro da Defesa colombiano disse a uma repórter, quando interrogado sobre o paradeiro do chefão das FARC, Manuel Marulanda, que ele estava "no inferno, onde estão todos os criminosos mortos". Segundo ele, Marulanda foi morto no dia 23 de março, em um ataque do Exército a um acampamento das FARC.
Se realmente for verdade, e eu espero que seja, Alvaro Uribe merece uma estátua!!! Ele conseguiu em 6 anos o que os outros não conseguiram em 40! Vai entrar para o roll dos meus ídolos políticos, ao lado de Margareth Thatcher, Ronald Reagan e Winston Churchil. Viva Uribe!!!

Entre a Civilização e a Barbárie

Muito interessante a matéria da revista Veja desta semana, que compara o Brasil que já está no primeiro mundo e o outro Brasil, o da barbárie.
Mostra que o que faz o país permanecer no Terceiro Mundo é basicamente uma coisa: a burocracia, que produz a alta carga tributária, a legislação trabalhista engessada, a previdência deficitária, os gastos públicos desenfreados, o grande número de funcionários públicos e o sistema político confuso. A verdadeira revolução que deveria acontecer no país seria um governo que atacasse a burocracia, fazendo uma ampla reforma do Estado. Mas não temos perpectivas que isso ocorra. Quem será o próximo presidente? Provavelmente virá do PSDB, que até faz algumas reformas mas, devido a sua orientação social-democrata, fica tudo pela metade. O fato é que nunca chegaremos ao Primeiro Mundo se não houver um partido que carregue a bandeira do Liberalismo Clássico. Esse partido pode ser o Democratas. Veremos.

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Oração do corrupto

SENHOR,

fazei de mim o instrumento
do golpe na Constituição
para garantir mais uma reeleição...

onde houver mutreta...que eu mostre a maleta;
onde houver gorjeta...que seja minha teta...
que eu tenha dor na munheca de tanto encher a cueca;
em cada licitação...que alguém molhe a minha mão
e que no meu endereço... vença o meu preço;

onde houver crachá... que não falte o jabá...
onde houver ócio...que eu feche o negócio;
onde houver propina, que reservem o da vila campesina
mas sem esquecer do MST, das ONGs e do PT...

onde houver colarinho branco...
que dobre o lucro do banco;
onde houver esquema...cuidado com o telefonema;
e quando tocar o sino...chamem o Genoíno;
se mexerem no meu...que venha o Zé Dirceu
e, se a proposta for chula, lembrai do custo do Lula.

Ó Mestre,
que eu tenha poder para corromper e ser corrompido...
porque é sonegando que se é promovido
e mentindo que se vai subindo...
pois enquanto o povo sofre com imposto e inflação,
o índio passa o facão, o sem terra faz a invasão,
a base aliada entra na negociação
e a gente mete a mão...

E que a pizza seja feita pela vossa vontade
enquanto a grana da publicidade
levar o povo a aceitar nossa desonestidade
como se fosse genialidade...

AMÉM

Círculos Bolivarianos no Brasil

Por Carlos Azambuja, no Mídia Sem Máscara

O texto abaixo é um breve retrospecto da Coordenadora Continental Bolivariana, complementando a matéria publicada em 26 de outubro de 2007 (Círculos Bolivarianos no Brasil).

Um artigo intitulado “Ameaça à Soberania”, publicado em 14 de outubro de 2007 pelo Correio Braziliense, assinala que o governo venezuelano, através de um grupo de diplomatas, municia uma organização – Círculos Bolivarianos - para transformar o Brasil em uma democracia socialista. Todavia, a infiltração ideológica de Hugo Chávez no Brasil vai muito além do lançamento e distribuição às universidades e escolas do livro “Simon Bolívar – o Libertador”, que é apenas a ponta do iceberg do projeto político de Chávez.

O trabalho de campo vem sendo articulado pelo venezuelano Maximilian Arvelaiz, assessor de política internacional de Chávez. Arvelaiz, que no segundo semestre de 2007 percorreu as capitais brasileiras, tem a missão de coordenar os Círculos Bolivarianos, o que culminará com a realização da I Assembléia Bolivariana Nacional.

O Movimento Bolivariano tem um hino, um símbolo e uma bandeira. “Ousar Lutar, Ousar Vencer. Pátria Socialismo ou Morte! Venceremos!” Essas são as palavras de ordem utilizadas.

Aurélio Fernandes, militante do PDT, conseguiu unificar todas as organizações similares existentes no Rio, como o Círculo Bolivariano Che Guevara, que reúne universitários e, para isso, teria recebido o apoio do Cônsul da Venezuela, embaixador Mario Guglielmelli Vera.

O Rio é o estado com maior número de unidades bolivarianas: 7. O DF, PE, SC, SP, BA e AM também possuem unidades bolivarianas. A Casa Bolivariana, no Rio, funciona na Praça da República 25-3º andar (prédio da Federação das Associações de Favelas do Rio de Janeiro), local onde, em novembro de 2006 foram realizadas uma série de conferências bem como um ato público em favor da reeleição de Hugo Chávez.

Os chavistas brasileiros se aproximaram da Federação das Favelas e fazem palestras para líderes comunitários locais. Nesses encontros é exibido o documentário “A Revolução não Será Televisionada”, que mostra os bastidores do golpe que tentou tirar Chávez do poder. João Claudio Pitillo, líder do Círculo Bolivariano Che Guevara, estudante de História na Universidade do Estado do Rio de Janeiro faz a ligação do movimento com as favelas, segundo reportagem da revista Época de 11 de dezembro de 2007.

Antes disso, em outubro de 2003, foi realizada em São Paulo uma reunião do Grupo de Trabalho, preparatória para o Congresso Bolivariano dos Povos, realizado em Caracas em 20/23 de novembro de 2003. Esse Congresso foi antecedido por uma outra reunião do Grupo de Trabalho, em Caracas, dias 28 a 30 de agosto de 2003, que aprovou a criação de uma Secretaria Provisional do Congresso e a criação de Comitês Nacionais, em um encontro preparatório para a realização do Congresso, em novembro de 2004.

Para implementar as propostas acima foram aprovadas por unanimidade e decidido designar os integrantes da Secretaria Provisional: Círculos Bolivarianos, da Venezuela; Comitês de Defesa da Revolução, de Cuba; FMLN, de El Salvador; Movimiento al Socialismo, da Bolívia, Movimiento Piquetero Bairros de Pie, da Argentina, e MST, do Brasil.

Participaram do Congresso Bolivariano dos Povos: MST, Instituto de Estudos Políticos Mario Alves, do PCBR, representando por Bruno Costa de Albuquerque Maranhão, coordenador do MLST e do Grupo Brasil Socialista (que atua dentro do PT), além de representantes da UNE e MR8.

Em dezembro de 2006 foi fundado no Rio o Partido da Revolução Bolivariana do Brasil, com 109 assinaturas de eleitores de 11 Estados. O PRBN diz-se nacionalista e defensor da economia de mercado “com presença forte do Estado”.

Em setembro de 2007, integrantes do IV Seminário Internacional de Luta contra o Neoliberalismo, realizado na sede do jornal Inverta, do Partido Comunista Marxista-Leninista (PCML), decidiram lançar o Capítulo Brasil da Coordenadora Continental Bolivariana, um espaço de coordenação progressista que projeta sua atividade face a consolidação de uma estrutura ampla e democrática. Estiveram presentes ao evento 59 pessoas, a maioria absoluta militantes do PCML.

Finalmente, a Coordenadora Continental Bolivariana realizou seu II Congresso entre os dias 23 e 27 de fevereiro de 2008, em Quito com a presença de militantes do PCML representando a Coordenadora Continental Bolivariana – Capítulo Luiz Carlos Prestes.

Segundo a devassa que vem sendo feita nos computadores de “Raúl Reyes” (morto no Equador em março de 2008), um correio de 7 de fevereiro de 2007, de “Ivan Márquez” (Luciano Marin Arango) – membro do Comando das FARC – dava detalhes sobre esse Congresso. Segundo esse correio, a Coordenadora foi criada em 2003 pela guerrilha e é controlada por ela em detalhes. Essa nota de “Ivan Márquez Ríos” revelava o local e o programa do II Congresso que viria a ser realizado em Quito em 23 de fevereiro. Esse fato revela a influência das FARC na organização da Coordenadora Continental Bolivariana.

Mensagem de 14 de novembro de 2007, de “Ivan Márquez”, localizada no computador de “Raúl Reyes”, morto em março de 2008 nas selvas do Equador, revela que não apenas os movimentos radicais se aproximaram das FARC. Esse documento indica que o Ministro do Interior da Venezuela, Ramon Rodríguez Chacin, “se interessou sobre possibilidades de que lhes transmitamos nossa experiência em guerra de guerrilhas, a qual eles chamam de guerra assimétrica”. Os e-mails encontrados no computador de “Raúl Reyes” revelam que desde 2002, quando o presidente Uribe assumiu o poder, as FARC vêm lançando mão de militantes, supostamente refugiados, para montar núcleos de apoio ideológico, financeiro e logístico.

Esse esquema propiciou às FARC a montagem de uma rede de cerca de 400 organizações no continente, desde partidos políticos legais até organizações revolucionárias clandestinas.

Observe-se que os computadores de “Raúl Reyes” continham cerca de 600 gigabytes de dados, entre os quais 37.872 documentos escritos, 451 folhas de cálculo, 210.888 imagens, 22.481 páginas web, 7.989 endereços eletrônicos, 10.537 arquivos multimídia (de som e vídeos) e 983 fichários cifrados. Algumas mensagens:

“Osvaldo, chefe do Partido Pátria Livre [do Paraguai] informa de 300 mil dólares nossos em seu poder, cobrados em um resgate em trabalho conjunto FARC-PL (...) No Paraguai existem boas condições para trabalhos financeiros conjuntos”.

Dois membros da Frente Farabundo Martí de Libertação Nacional de El Salvador pedem ajuda para sua campanha em 2003. “Podemos pedir que eles façam a inteligência sobre um alvo econômico de 10 ou 20 milhões no Panamá para fazê-lo em conjunto e dividir as utilidades em partes iguais”.

Segundo outros correios eletrônicos, encontrados no computador de um guerrilheiro preso na Colômbia (Gustavo Arbelaiz – “Santiago”),as FARC receberam em 2007, armas procedentes da Nicarágua. Treze mensagens do computador informavam sobre esse envio de armas e munições. Essas mensagens foram expedidas entre 8 de janeiro e 28 de abril de 2008. Em outra mensagem, “Santiago” informa que chegaram 15 mil tiros de AK-47 e 300 de ponto 50. Algumas mensagens falam do “justiçamento” de guerrilheiros por temor que entreguem seus chefes.

“Santiago”, um dos mais importantes chefes da guerrilha, foi detido em abril de 2008 em Buenaventura, Pacífico colombiano. “Santiago” responde a 27 processos, entre os quais o seqüestro de 11 deputados posteriormente assassinados pelas FARC, como aconteceu com “Ivan Ríos” (Luciano Marín Arango), morto por seus homens.

Unasul

Será criada, oficialmente, nesta sexta-feira a União Sul-Americana de Nações (Unasul), com o objetivo de aprofundar as relações entre os países no subcontinente, de acordo com seus líderes (leia-se Lula e Chavez). Na verdade, trata-se de mais um passo na tentativa de realização do maior objetivo do Foro de São Paulo: a União das Repúblicas Socialistas da América Latina (URSAL). Primeiro, vem a integração política, depois militar, até que as soberanias nacionais estejam completamente combalidas. É isso que a ONU quer. Que a América Latina seja dirigida por meia dúzia de burocratas encastelados, pois assim será mais fácil consolidar seu projeto de governo mundial.

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Integrantes do FSP

Diretamente do site do PT, a lista com os participantes do FSP:

Argentina
1. Frente Grande
2. Frente Transversal Nacional y Popular
3. Movimiento Libres del Sur
4. Partido Comunista
5. Partido Comunista Revolucionario
6. Partido Humanista
7. Partido Intransigente
8. Partido Obrero Revolucionario-Posadista
9. Partido Socialista
10. Unión de Militantes por el Socialismo

Bolivia
1. Movimiento al Socialismo
2. Movimiento Bolivia Libre
3. Partido Comunista de Bolivia
4. Partido Patria Socialista-Movimiento Guevarista

Brasil
1. Partido de los Trabajadores
2. Partido Comunista de Brasil

Chile
1. Izquierda Cristiana
2. Partido Comunista
3. Partido Humanista
4. Partido Socialista

Colombia:
1. Partido Comunista Colombiano
2. Partido Democrático Alternativo
3. Presentes por el Socialismo

Cuba
1. Partido Comunista de Cuba

Ecuador
1. Movimiento de Unidad Plurinacional Pachakutik - Nuevo País
2. Movimiento Popular Democrático
3. Partido Comunista de Ecuador
4. Partido Comunista Marxista-Leninista del Ecuador
5. Partido Socialista-Frente Amplio

El Salvador
1. Frente Farabundo Martí para la Liberación Nacional

Guatemala:
1. Alianza Nueva Nación
2. Unidad Revolucionaria Nacional Guatemalteca

Honduras:
1. Unificación Democrática

Martinica:
1. Partido Comunista por la Independencia y el Socialismo

México:
1. Partido Comunista de los Mexicanos
2. Partido Comunista de México
3. Partido de la Revolución Democrática
4. Partido del Trabajo

Nicaragua:
1. Frente Sandinista de Liberación Nacional

Panamá:
1. Partido del Pueblo de Panamá

Paraguay:
1. Partido Comunista Paraguayo
2. Partido Democrático Popular
3. Partido Patria Libre (ex Movimiento Patria Libre)
4. Convergencia Popular Socialista
5. Partido Humanista de Paraguay

Perú:
1. Partido Comunista del Perú-Patria Roja
2. Partido Comunista Peruano
3. Partido Nacionalista del Perú
4. Partido Socialista

Puerto Rico:
1. Frente Socialista
2. Movimiento Independentista Nacional Hostosiano
3. Partido Nacionalista de Puerto Rico

República Dominicana:
1. Alianza por la Democracia
2. Fuerza de la Revolución
3. Movimiento Izquierda Unida
4. Partido Comunista del Trabajo
5. Partido de la Liberación Dominicana
6. Partido de los Trabajadores Dominicanos
7. Partido Revolucionario Dominicano

Uruguay:
1. Asamblea Uruguay - FA
2. Corriente de Unidad Frenteamplista - FA
3. Frente Amplio
4. Movimiento 26 de marzo - FA
5. Movimiento de Liberación Nacional Tupamaros - FA
6. Movimiento de Participación Popular
7. Partido Comunista de Uruguay
8. Partido Obrero Revolucionario Troskista-Posadista - FA
9. Partido por la Victoria del Pueblo - FA
10. Partido Socialista de los Trabajadores
11. Partido Socialista de Uruguay - FA
12. Vertiente Artiguista - FA

Venezuela:
1. Liga Socialista
2. Movimiento Electoral del Pueblo
3. Partido Comunista de Venezuela

Parabéns a Alvaro Uribe

Parabéns ao presidente colombiano Alvaro Uribe, por rejeitar a participação de seu país no Conselho Sul-Americano de Defesa, mais uma invencionice patrocinada pela máfia do Foro de São Paulo. Realmente, Uribe é um presidente que honra os colombianos.

14° reunião do Foro de São Paulo

Inicia hoje, em Montevideo, a 14º reunião do grupo de trabalho do Foro de São Paulo. Pra quem ainda não sabe, um refresco. O Foro de São Paulo é uma organização criada em 1990 por Lula e Fidel Castro, com o objetivo de "recriar no espaço latino-americano aquilo que foi perdido no Leste Europeu", nas palavras de Marco Aurélio Garcia. Reúne partidos de esquerda e extrema-esquerda de toda América Latina. Mas não só partidos. Organizações terroristas como as FARC e o MIR chileno também se fazem presentes. Há 18 anos que mídia brasileira ignora solenemente a influência e, muitas vezes, até mesmo a existência do FSP. Por que? Não me pergunte. E desta vez, pra manter a tradição, continuará ignorando, não obstante as revelações feitas pela Interpol no computador de Raul Reyes, apreendido durante o bombardeio ao acampamento das FARC feito pela Colômbia, em março. É realmente um silêncio criminoso.

Ditadura das minorias

O Brasil vem sendo progressivamente dominado pelas "minorias" organizadas. São os movimentos afro, indigenista, feminista, abortista, gayzista, desarmamentista.... Todos eles financiados por milionárias ONGs e fundações globalistas. E, é claro, pela ONU e pelo George Soros. Mas no Brasil ninguém fica sabendo disso, pois a nossa mídia é igual ao Lula: nunca sabe de nada.
Enquanto não tivermos um movimento conservador em nosso país, não poderemos fazer frente a esse pessoal. Enquanto nós agimos na Internet, eles agem no mundo real e vão conquistando adeptos. Chega de comodismo. É hora tomarmos uma atitude, pois somos a maioria. Se eles continuarem o avanço, a maioria silenciosa acabará tornando-se a maioria silenciada!

quarta-feira, 2 de abril de 2008

A falência da democracia

Estamos presenciando a falência do Estado Democrático de Direito no Brasil. A Constituição não é respeitada, instituições são aparelhadas, a imprensa é atacada de todas as formas possíveis, a propriedade privada não é respeitada, bandidos são "endeusados" e a polícia, quando faz o seu trabalho, é massacrada. Sem falar nos inúmeros casos em que o Estado foi usado para intimidar adversários do "Partidão". Primeiro, foi o mensalão. Depois, o caso do dossiê fajuto para minar a candidatura de Geraldo Alckmin. Tivemos também o caixa 2 no campanha eleitoral de 2006. Enfim, são pelo menos três oportunidades que o governo, em um país sério, teria caído na hora. E agora surge mais escândalos. Primeiro, os cartões corporativos, seguido pelo dossiê (outro) que a assaltante de bancos Dilma Rousseff mandou fazer para incriminar o ex presidente Fernando Henrique Cardoso. E agora mais duas. A deslavada campanha eleitoral de Lulla em favor de Dilma, a três anos das eleições, e por fim (ufa!) a declaração do vice Zé Alencar defendendo o terceiro mandato do Apedeuta Etílico. E oposição assistindo a tudo isso com a maior complacência do mundo. Do PSDB não podia esperar-se coisa diferente, já que o partido é um PT evoluído. O paladino vem sendo até agora o grande Democratas. Mas com uma bancada pequena não conseguirá fazer muita coisa.

terça-feira, 1 de abril de 2008

Mudanças

Não estou conseguindo acessar o meu outro blog. Com isso, o assunto política passará a ser tratado aqui.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Páscoa

Passarei o feriadão de Páscoa em Santa Maria, para melhor arrecadar.Hehe. Vou quinta e volto domingo. Era isso.

quarta-feira, 12 de março de 2008

Rosário

Já estou em Rosário do Sul. Não estou plenamente adaptado, mas é questão de tempo. A city é bem interessante. Bom, era isso.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Sabadão

Sabadão.

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Voltei

Cheguei hoje da praia. Não vi a "Loira do Astra". Eles alugaram o apê. Talvez eles fossem após o Carnaval. Mas agora não adianta. Já estou aqui. Pois é.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Itapema

Estou numa lan na Meia Praia. Tá um calorão, nublado e com chuvas esparsas. Por enquanto, a "Loira do Astra" ainda não apareceu, mas ela virá, tenho certeza. Descobri mais algumas coisinhas sobre ela. Era isso. Não sei quando vou postar de novo. Volto dia 4. Espero que a "Loira do EcoSport" esteja aguardando.

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Recesso

Amanhã estarei indo para Itapema. Acredito que até o Carnaval eu esteja de volta. Não sei se vou postar alguma coisa nesse tempo. Talvez eu vá numa lan. Talvez não. Sentirei falta da "Loira do EcoSport". Era isso. Ponto final.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Pra quem gosta.....

Pra quem gosta é bom, mas pra quem não gosta, é salgado!

Piadinha infame

Uma indiazinha estava tomando banho nua no lago. Após seu banho, ela quis voltar para a aldeia, só que ficava muito longe. Nisso passa um indiozinho de bicicleta. Ela diz:
- Indiozinho, indiozinho! Posso voltar contigo para a aldeia?
- Pode. Só tem um problema. A bicicleta não tem carona. Então tu vai ter que ir sentada no cano.
- Tudo bem, não tem problema.
Foram. Só que a indiazinha estava com um tesão só. E o índio nada. Até que, quase chegando na aldeia, a índia não se aguenta e diz:
- Índio, você não reparou que estou nua e excitada?
Ele responde:
- E você não reparou que a bicicleta não tem cano?

Samantha Mendes

Estou assistindo ao "Em Cima da Hora", na Globo News. Essa Samantha Mendes é muito bonita. Aliás, não é só ela. A GN tem cada apresentadora....Leila Sterenberg, Luciana Ávila, Ana Paula Couto.....

Decepção

Acabei de chegar. Além de não ter encontrado ela, ainda fui visto pela empregada. Essa idéia logrou.

Dublin Irish Pub

Esta noite irei ao Dublin. E dai? Dai que eu não tinha nada para postar.

A loira do EcoSport

Daqui a pouco irei ao edifício para cuidar a hora que a EcoSport chega. Ontem foi às três. Saio daqui às duas e ficarei até ela chegar.

Sala de Redação

Vai começar o Sala. Anda chato, como tudo aliás, ultimamente. O Lauro, o Cacalo, o Wianey, o Santana estão fora. O programa fica descaracterizado assim. Mas como é tradição, vou ouvir. É bom.

Calor infernal

Quase morri. Saí do meu quarto, que deve estar uns 15 graus por conta do ar, para ir no pátio. Que horror! Deve estar uns 40 graus. Não saio de meu quarto tão cedo.

Canibais

Acabei de ler o livro Canibais, do David Coimbra. Muito bom. Bom mesmo, envolvente. Mas, como nada é perfeito, o final deixa a desejar. É daqueles finais sem fim, tipo Dom Casmurro. Decepciona aqueles que, como eu, sempre espera por um final feliz. Mas eu recomendo. Nota 9.

Luana Baggio

Luana Baggio, atual Garota Verão RS e minha ex coleguinha do colégio, tá aparecendo agora na TV. Ela é garota propaganda de uma marca de roupas de ginástica. Tá diferente. Parece que colocou silicone.

A loira do Astra

Será que ela estará lá, com aqueles lindos olhos azuis?

Início de ano é brabo

As duas primeiras semanas de um ano são um saco na TV. Nada para assistir, apenas reprises e notícias sem relevância. Aliás, a TV brasileira anda uma porcaria. Agora eu estou "assistindo" o Sportv. O Fred tá falando. É aquele programa "Jogos para Sempre". Um lixo. Ninguém deve assistir. O Telecine também anda "inspirado" ultimamente. Só filme trash. Assim não dá, cazzo! O jeito é ficar escrevendo bobagens no blog.

Nenhuma novidade

Ultimamente, a coisa tá muito parada. Essa semana promete ser um marasmo. Sábado estarei indo para Itapema para, provavelmente, voltar em um mês. Não sei se vou conseguir postar alguma coisa nesse tempo. Talvez eu vá em alguma lan. Talvez não. Um mês sem a "Loira do EcoSport". Mas, em compensação, teremos a "Loira do Astra". Lembram? Resta saber se ela ainda estará lá. Espero que sim. Se não estiver, será uma decepção. Em todo caso, haverão de haver (Machado de Assis se revira no túmulo) outras. Era isso. sem vontade até para escrever. O ar condicionado está no máximo, mas eu estou podre. Enrolando, enrolando, não escrevi nada que preste. Vou terminar antes que escreva mais alguma besteira. Era isso. Ponto final.

A loira do EcoSport

Pois é. Ontem fui no dentista e quando passei em frente ao edifício, vi o EcoSport preto entrando na garagem. Desse jeito não dá. É a segunda grande coincidência. Será que teremos alguma surpresa pela frente? Veremos.

Bom dia

Bom dia e bem vindos ao meu blog. Faz meio ano que eu o criei e só agora vou postar alguma coisa. Para quem gosta de política, tenho um blog que trata apenas disso. Para quem quiser dar uma olhada, chama-se "O Republicano". Esse é o link: http://www.republicano-orepublicano.blogspot.com.