por Armando Soares, no Alerta em Rede:
O governo brasileiro insiste em impor para a Amazônia um modelo escravagista criado pela Comunidade Européia, que proíbe, ou no mínimo, dificulta o funcionamento normal de toda a atividade econômica, atingindo a liberdade e o direito dos amazônidas de buscarem qualidade de vida via desenvolvimento econômico, diferentemente do que acontece com europeus, asiáticos e americanos do norte.
Quando uma região rica como Amazônia é entregue a um ministério contaminado de ONGs estrangeiras fisiológicas e de militantes de uma esquerda com viés soviético, o resultado é a criação, entre outras aberrações, de uma milícia ambiental equipada com metralhadoras e outras armas mortíferas, tudo para intimidar produtores de alimentos e trabalhadores, equipamentos que não possui a nossa “pobre” polícia civil, que teria o dever de garantir a integridade das pessoas assaltadas diariamente em centros urbanos amazônicos, mas infelizmente entregues a própria sorte; uma cidadania que no atual governo e Constituição, construída com raiva e contrária a quem produz, impõe deveres e obrigações e ignora o direito, visto que nossas instituições não funcionam principalmente o Poder Judiciário, com a velocidade necessária para coibir as ações deletérias de um Estado usado para esmagar a cidadania e castrar a liberdade, ação disfarçada com um discurso de democracia, mentiroso e cínico.
O autoritarismo no Brasil é parte de sua história, e está sendo substituído pelo totalitarismo disfarçado em democracia, que difere daquele na medida em que põe sob controle da máquina do Estado todos os campos da conduta humana. As escolas, a universidades, salvo raras exceções, estão sendo usadas para moldar os espíritos e uma forma rígida, e não para desenvolver as faculdades críticas. A mídia e meios semelhantes estão sendo usados para doutrinar, e não para informar, como é o caso da realidade ambiental, social e econômica da Amazônia. O controle de uma determinada autoridade governamental sobre o indivíduo dedicado às atividades produtivas é facilitado pelo controles impostos pela máquina governamental, enquanto os bandidos, os narcotraficantes e os baderneiros invasores de propriedades fazem o que querem e ditam regras de comportamento ao governo e políticos.
Os meios rápidos da comunicação e transportes modernos capacitam o governo a suprimir qualquer núcleo de descontentamento de cidadãos pacíficos ou oposição (ação policial ou via restrições ambientai, financeiras e econômicas) antes que se propague. Vastos recursos originários de tributos arrecadados no seio do setor produtivo e agora de doações do tipo Noruega, possibilitam o emprego de maior número de agentes para espionar os cidadãos e células produtivas, a semelhança do que aconteceu no nazismo.
Estamos vivenciando na Amazônia uma experiência sui generis a respeito da marcha do homem. No Sul/Sudeste essa marcha está levando essas regiões, apesar do governo, a um futuro brilhante, enquanto a Amazônia está sendo conduzida ao obscurantismo. As vias têm diferentes nomes. No caso da Amazônia o nome é ambientalismo mesclado com um socialismo retrógrado que vem impondo à região ações policialescas, com metralhadoras, helicópteros e outras armas letais. Não pensem os produtores do Sul/Sudeste que o adiamento por um ano a entrada em vigor de partes negociadas do decreto que regulamentou a Lei de Crimes Ambientais (Decreto 6.514/2008), vai resolver ou evitar uma crise no campo sem precedentes, isto porque, segundo no consta, Carlos Minc do meio ambiente policial, adiou de seis meses para um ano o prazo para a recomposição das áreas de proteção permanente, o que significa que depois de transcorrido o prazo, toda a atividade agrícola montada nos 20% da reserva legal, terão que ser substituídas por florestas primitivas. As lideranças do Sul/Sudeste, política e economicamente fortes, já deviam ter apreendido que questão dessa natureza quando tratadas ou negociadas com radicais xiitas o tom deve ser vigoroso, contundente, envolvendo o interesse do setor brasileiro como um todo, não de forma isolada, não apenas o interesse de uma determinada região. Onde está contida a Amazônia nos entendimentos das lideranças do Sul/Sudeste com o governo, submetida a um engessamento territorial criminoso (80% de reserva legal, mais entorno, mais reserva indígenas e reservas de toda a natureza)? Este é o momento da base econômica produtiva que sustenta o governo, tudo indica sentar numa mesa de negociação e impor suas condições (condição de sobrevivência) e não capitular, negociando o que interessa ao todo do universo brasileiro da agropecuária. Enquanto o produtor e empresário brasileiro se curvar as imposições governamentais que restringem a liberdade econômica e impõem um ônus insuportável aos produtores; enquanto não se tiver a coragem de enfrentar o governo com vigor e sem medo, a iniciativa privada e a propriedade privada correrão risco e poderão desaparecer no tempo.
Agora, vem a Noruega ao Brasil, a convite do MMA, para doar um bilhão de dólares para manter a floresta amazônica intocável, e, conseqüentemente, por em prática a estratégia de domínio territorial amazônico pelos europeus. Atrás da Noruega, com certeza, virão outros países europeus, ação que somada a criação de reservas indígenas estrategicamente criadas em cima de riquezas minerais, consolida o projeto europeu de domínio da Amazônia. A pergunta que se segue a essa espúria ação de domínio territorial amazônico é: qual será o destino de todo o dinheiro doado pela Noruega e outros países europeus? É para o desenvolvimento da Amazônia ou para criar uma grande força policial para manter a Amazônia intocável para o uso dos europeus?
Há hora para tudo, sabemos todos. Essa é a hora de mostrar ao Brasil e ao mundo a força do agronegócio e de não mais permitir que seu comando fique em mãos de inimigos da liberdade econômica, da propriedade privada e da livre iniciativa.
Economista e Diretor da Federação da Agricultura e Pecuária do Pará
asoares37@yahoo.com.br